POR UMA VIDA MENOS FAKE

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                                                                                   By Eliete Cássia da Silva

Eu queria ser capaz de chegar em casa depois do trabalho e descansar. Mas eu tenho mais trabalho para fazer. Ocupações que eu mesmo me impus e obrigações que a sociedade atual ostenta e dissemina  como sendo a ideal. E assim,  pela necessidade de parecer mais bonita e saudável, sofro se não vou para academia. Se não atualizo as redes sociais, parece que não existo.

É como se eu devesse satisfação para os outros de tudo que realizo. E se não faço isso, para mim, é como se faltasse algo. Porque, com certeza, as pessoas nem notam. Nós é que estamos viciados em mostrar nossas vidas como se isso importasse para alguém.

Eu só queria não me sentir obrigada a provar que sou inteligente, que sou feliz, que tenho uma carreira brilhante,  namorado, que tenho dinheiro ou que estou em forma. Eu só queria não ser escrava da maquiagem. Dos produtos antienvelhecimento. Dos equipamentos high tech. Dos subterfúgios para esconder as gordurinhas, os seios pequenos  e as nádegas que não estão tão na nuca.

E ai, alguém pode pensar: “mas você não deve nada para ninguém, relaxa!” Será mesmo que temos o livre arbítrio de escolher o isolamento nessa sociedade do espetáculo? Vejo que as pessoas que conseguem essa proeza são tachadas de esquisitas, desconectadas, dinossauros. Além disso, tornam-se obsoletos em todas as situações da vida cotidiana da era virtual. Haja visto que quase tudo se passa pelo intermédio da internet e smartphones. São tantos grupos de whatsApp, videoconferências, e se não bastasse a reuniões presenciais, agora temos via skype.

Estamos presos numa teia que consome nossa energia vital de tal forma, que estamos parecendo zumbis, verdadeiros mortos vivos se  esforçando para pertencer, para ser e morrendo na insatisfação das comparações desleais.

Ah! As comparações! Essa perversa forma de medir nossa existência com parâmetros que pouco representam a realidade. E por estar tão distante desse padrão idealizado, agonizamos. Nos maquiamos. Fingimos. Criamos personagens, vestimos seus uniformes, com trejeitos e atitudes e acordamos todos os dias para encenar.

 Basta observar os Instagrans ou Facebooks da vida para notar o quanto os sorrisos falsos, os casamentos de aparência e os status pseudo otimistas pipocam, a procura de demonstrar para os outros a felicidade que você sabe que não tem.

Eu queria simplesmente acordar sem a carga de precisar “provar para todo mundo que eu não preciso provar nada pra ninguém’ ( Legião Urbana).

Eu estou cansada de tudo isso, e você?

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Fonte da Imagem: Google Imagens


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